Edifício
Tudo bem. Ele é um cara sensível e doce mesmo. Eu já contava com esse tipo de resposta aos meus anseios. Mas além de sensível e doce, ele mora no quinto andar de um edifício sem elevador perto do centro. E tem três vizinhos solteiros que eu sempre tive vontade. Resolvi que tentaria uma tática agressiva de conquista. Se não desse certo, bom, a gente é tão amigo mesmo, nada iria mudar. Só a minha vida sexual.
No primeiro dia da minha nova empreitada, tudo foi muito mais fácil do que eu imaginava. Do café da esquina, esperei ele sair de casa no meio da manhã. Fui até a porta do edifício e apertei o botão do vizinho do segundo andar. Um meninão de 28, costas largas, bicicleta, estudante de engenharia e cheiro de maconha nas poucas vezes em que nos cruzamos naquela mesma porta. Pierre?
- Sim.
- Oi! Eu sou amiga do teu vizinho, só vim trazer um livro dele que prometi deixar aqui hoje, mas ele não está. Como o livro é pesado, será que tu não poderias abrir para eu largá-lo debaixo do tapetinho dele? É bem rapidinho....
- Claro, entra.
Subi correndo até o quinto andar. Voltei a respirar. Desci até o segundo e bati na porta. Oi, sou eu, obrigada, hein? Já deixei o livro lá. Será que tu poderias me fazer mais um favorzinho? Preciso tanto ir no banheiro.....
Na saída do banheiro, enquanto ele segurava a porta com a mão, beijei a sua boca.
O garoto não entendeu nada, mas depois de alguns segundos sentindo a minha língua na sua boca, reagiu. Me abraçou com aqueles braços fortes e participou com a língua na minha boca. Eu fiz um gesto para tirar a sua camiseta, ele tentou fechar a porta, mas eu o contive. "Deixa aberta, eu já estou de saída..." Ficou uma fresta de uns dez centímetros na porta.
Sempre o beijando, para que não parasse para pensar, tirei a calcinha por baixo da saia, tirei os sapatos e os deixei ali. Caminhamos, se é que alguém pode caminhar se beijando, até a mesa, onde me sentei. Ele de pé, me abraçando.
Abri o seu cinto, fivela, a aba de couro. Abri um botão da calça jeans. Outro. Outro botão. Outro ainda. Senti na mão o algodão. Arredei a cueca e segurei seu pau com delicada firmeza. Eu nem tirei a saia. Abri as pernas e fizemos ali mesmo, com a porta aberta, meus sapatos na entrada, eu sobre a mesa, ele sobre mim.
Gozei loucamente. Gritando. E antes mesmo dele gozar, desci da mesa e o chupei até sentir a sua ejaculação no céu da boca, na garganta, embaixo da língua.
Levantei, beijei ele de leve na boca, fui até a porta, coloquei os sapatos e saí.
Entrega feita.
Naquela noite, meu amigo me liga.
- Da próxima vez, vê se não deixa o sapato virado porque dá azar. Ou então melhor, deixa a porta um pouco mais aberta para quem passar poder arrumá-lo sem te atrapalhar.
Melhor que a encomenda.

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